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Hall Benedicto Monteiro
O Hall Benedicto Monteiro é um espaço do Centur inaugurado em 17 de setembro de 2008 e destinado a eventos de cunho literários e de artes visuais como exposição de fotos, pinturas e lançamentos de livros.

Já sediou eventos como o lançamento do livro “Pescaria com linha do horizonte”, do poeta Paulo Vieira, da “III Antologia Literária do Marajó” e o livro “O beijo da chuva” da escritora Wanda Monteiro.

Interessados em se informar sobre a disponibilidade do Hall Benedicto Monteiro devem procurar o Gabinete da Presidência da Fundação Cultural Tancredo Neves ou ligar para o telefone 3202 – 4350.

Homenagem - O Hall é uma homenagem ao advogado, magistrado, professor, político, poeta, contista e romancista Benedicto Monteiro, uma das célebres figuras do campo intelectual paraense.

Benedicto nasceu em Alenquer no dia 1º de março de 1924 e faleceu em Belém no dia 15 de junho de 2008. Filho de Ludgero Burlamaqui Monteiro e de Heribertina Batista Monteiro.

Fez o curso primário no Grupo Escolar de Alenquer e o ginasial no Colégio Marista N. S. de Nazaré, já em Belém. O científico foi cursado no Colégio Rabelo no Rio de Janeiro. Iniciou o curso superior na Faculdade Nacional de Direito, ligada à Universidade do Brasil, posteriormente concluído na Faculdade de Direito do Pará.

Em Alenquer foi pretor, juiz de direito e promotor. Também foi deputado estadual (duas legislaturas), sendo cassado em 1964 com o golpe militar. Com o fim da ditadura, foi eleito deputado federal e reeleito para a Assembléia Nacional Constituinte. Durante o governo de Aurélio do Carmo, foi líder do governo. Foi ainda Secretário de Estado do setor de Obras, Terras e Aviação. Teve uma grande participação na colonização de terras na Belém-Brasília, fundando cidades como Paragominas e vilas como Mãe do Rio, no km 48.

Fora do campo político escreveu e publicou diversas obras: Bandeira Branca (1945); Cancioneiro do Dalcídio; Verde Vagomundo (1972); O Minossauro (1975); O Carro dos Milagres (1976); Terceira Margem (1983); Aquele Um (Prêmio Nacional de Literatura da Fundação Cultural de Brasília).

Em 2001, lançou, através de uma parceria com as Organizações Rômulo Maiorana (ORM), a obra História do Pará, encartada no jornal “O Liberal”. Esta obra constitui-se numa síntese da história e cultura do Pará desde as épocas das culturas pré-históricas, passando pelos grandes momentos como a Belle Époque.

Monteiro recebeu uma série de honrarias, tais como o título de Honra ao Mérito da Assembléia Legislativa do Estado, Honra ao Mérito da Câmara de Vereadores de Belém; Medalha Tiradentes do Governo do Estado do Pará; Medalha José Veríssimo da Academia Paraense de Letras, bem como muitas outras.

Seus livros já foram publicados em muitos países da Europa, como França, Holanda, Itália e Alemanha, analisados em teses acadêmicas (mestrado e doutorado), o que também ocorre nos EUA, como exemplifica o estudo do professor Malcom Silverman da San Diego State University sobre a obra literária de Monteiro.

Benedicto Monteiro era membro da Academia Paraense de Letras, do IHGP (Instituto Histórico e Geográfico do Pará) e da Academia Paraense de Jornalismo.